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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fortaleza sem gestor

Fortaleza não tem gestor. Reconheço que isso é um mal da maioria das cidades do país, mas aqui a coisa é muito pior.

Eu explico. Afora as seis regionais, há 34 secretarias e órgãos públicos em Fortaleza, muitos deles entregues a políticos, em vez de técnicos. Cada um com suas prioridades e diretrizes (mais políticas que técnicas). É muito órgão!

Um exemplo de má gestão. Todos sabemos que o início de cada ano coincide com o período das chuvas no estado (período aqui conhecido como quadra invernosa). Então, porque já não se provisiona, no orçamento municipal, uma verba para ser gasta com um problema que já se sabe, de antemão, que vai existir?

Na prática não se faz nada, além de torcer para que chova pouco e para que ninguém caia nos buracos. O resultado todo mundo vê. E o pior é que os consertos vão depender da sensibilização do BNDES ao ver a prefeita de Fortaleza com o pires na mão.

Mas suponhamos que o dinheiro chegue. E que por milagre chegue rápido. Diz o caderno Cidades do O Povo de hoje que “nenhuma das seis Secretarias Executivas Regionais, porém, possui mapeamento exato da situação das vias em seu raio de ação”.

Realmente, Fortaleza não tem gestor.

domingo, 3 de maio de 2009

A louvação da picaretagem

CLÓVIS ROSSI

A louvação da picaretagem SÃO PAULO - É indecente e aética a defesa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz do uso de passagens aéreas pelos deputados. Defender privilégios é sempre indecente e aético. E as passagens aéreas são apenas um dos elementos que compõem o elenco de privilégios dos pais da pátria. O fato de terem, nesta semana, vedado a transferência dos bilhetes para parentes, amigos e apaniguados é apenas tirar o bode da sala. Ou eliminar um abuso com o privilégio, mas não o privilégio.
Afinal, toda pessoa, física ou jurídica, que tenha assuntos a tratar em Brasília paga a passagem do próprio bolso. Congressistas pagam com o meu, o seu, o nosso bolso -e o presidente bate palmas, até porque não tem autoridade moral para criticar, porque confessa ter usado e abusado de idêntico privilégio, mesmo no tempo em que achava que a grande maioria do Congresso era formada por "picaretas".
Indecente e aética, a defesa que Lula faz do privilégio só não é surpreendente. É prima-irmã da que fez durante o escândalo do mensalão. "Todo mundo faz", afirmou, então, como agora. E o que é que "todo mundo faz"? É caixa-dois, o único crime confessado pela turma. E o que é caixa-dois? É "coisa de bandido", na ilustrada opinião de Márcio Thomaz Bastos, então ministro da Justiça de Lula.
Um presidente que dá de ombros para a prática por seus próprios correligionários de "coisa de bandido" não é exatamente o melhor exemplo que alguém possa invocar em matéria de cuidados com o dinheiro público, que é, em último análise, o fundo do debate.

Matéria completa (para assinantes): clique qui.

sábado, 2 de maio de 2009

Disse tudo o que eu queria ter dito...

Luis Carlos Prates. Cabra macho!